domingo, 10 de setembro de 2017

A Batalha de Viena e a Vingança de Osama bin Laden



Corria o ano de 1683. O exército otomano, composto de cerca de 150.000 homens e  liderado pelo Grão-Vizir Kara Mustafá Pashá marchou em direção a Viena. Era um alvo estratégico, que poderia dar aos turcos o controle sobre a região do Danúbio. O imperador Leopoldo I, do Sacro Império Romano-Germânico, fugiu para Passau com sua corte e 60.000 vienenses. O Duque Carlos V de Lorena se retirou para Linz. com 20.000 homens. O Conde von Starhemberg ficou defendendo a cidade com um contingente de apenas 15.000 soldados e 8.700 voluntários. Em 14 de julho, os otomanos cercaram Viena e exigiram sua rendição.

Os vienenses tinham 370 canhões e os muros da cidade haviam sido reforçados. Em vez de um ataque direto à cidade, os otomanos optaram por sitiá-la e tentar destruir gradativamente os muros. Todos os meios de fornecimento de alimentos foram cortados.

O rei da Polônia, João III Sobieski, honrando o acordo de defesa mútua entre Varsóvia e Viena, levou um exército de 80.000 homens para enfrentar os invasores. Saiu de Cracóvia em 15 de agosto e cruzou o Danúbio em 6 de setembro. Enquanto isso, os turcos estavam atacando a muralha com explosões sucessivas e chegaram a abrir buracos de até 12 metros de largura. Os defensores se preparavam para combater dentro dos muros.

Na tarde de 11 de setembro de 1683, os poloneses chegaram a Viena. Juntaram-se a eles as tropas do Duque de Lorena. O frei capuchinho Marco d'Aviano celebrou uma missa e todos se prepararam para enfrentar o cerco.

Os turcos em superioridade numérica, atacaram primeiro, tentando ao mesmo tempo resistir aos recém-chegados inimigos e invadir a cidade pelas aberturas nos muros. Instalaram dez bombas para derrubá-los, mas os defensores conseguiram localizá-las e desarmá-las. As forças germânicas lutaram bravamente e provocaram grandes baixas no exército otomano. Em seguida, os poloneses investiram contra o flanco direito do inimigo. Em vez de combater os poloneses, a maior parte da força turca estava tentando invadir a cidade. Com uma massiva carga de cavalaria, João III desbaratou as linhas otomanas e perseguiu os turcos que fugiram exaustos para o sul. Em cerca de 24 horas, as forças cristãs haviam vencido a batalha e salvo Viena.

Kara Mustafá Pashá foi executado em Belgrado, em 25 de dezembro de 1683, estrangulado por uma corda de seda puxada por vários homens de cada lado, por ordem do comandante dos janízaros.

A Batalha de Viena marcou a máxima expansão otomana na Europa. Depois dela, os cristãos reconquistaram a Hungria, a Transilvânia, Belgrado e a maior parte da Sérvia.

Depois de 318 anos de uma batalha que a imensa maioria dos ocidentais desconhece, Osama bin Laden vingou os otomanos contra os “cruzados”, com o atentado terrorista mais assustador e espetaculoso que conhecemos. Os jihadistas não se esquecem da Batalha de Viena. Para eles, a História inteira pertence ao presente.

Rei João III Sobieski da Polônia

Grão-Vizir Kara Mustafá Pashá

Frei Marco d'Aviano

Imperador Leopoldo I do Sacro Império Romano-Germânico
Conde Ernst Rüdiger von Starhemberg

Conde Carlos V de Lorena


segunda-feira, 31 de julho de 2017

Os Larivière


Aliás, eu a vi poucas vezes durante esses dias, pois ela estava quase sempre em casa daqueles seus primos de que certa ocasião mamãe me havia dito: — Mas sabes que eles são mais ricos que tu. — Ora, vimos então esta coisa tão bonita, freqüente em todo o país por aquela época, e que, se houvesse um historiador para lhe perpetuar a recordação, testemunharia a grandeza da França, sua grandeza de alma, sua grandeza segundo Saint-André-des-Champs, a fim de animar tanto os civis sobreviventes na retaguarda quanto os soldados tombados no Marne. Um sobrinho de Françoise, morto em Berry-au-Bac, era-o também desses primos milionários dela, antigos proprietários de botequins, há muito retirados dos negócios depois de fazerem fortuna. Fora morto, e era um pequeno negociante pobre que, mobilizado aos vinte e cinco anos, deixara sozinha a jovem esposa para gerir o pequeno bar, para onde esperava voltar em poucos meses. Fora morto. E então viu-se isto. Os primos milionários de Françoise, e que não tinham parentesco algum com a moça, viúva de seu sobrinho, haviam deixado o campo, onde há dez anos descansavam, e recomeçaram a trabalhar sem querer ganhar um tostão; todos os dias, às seis da manhã, a mulher milionária, uma verdadeira dama, estava vestida, bem como a filha “senhorita”, ambas prontas para ajudar a sobrinha e prima por afinidade. E fazia três anos que lavavam copos e atendiam à freguesia, da manhã às nove e meia da noite, sem um dia de descanso. Neste livro, onde não há um fato que não seja inventado, nem uma só personagem à clef, onde tudo foi criado por mim segundo as necessidades do que pretendia demonstrar, devo confessar, em louvor de minha terra, que só os parentes milionários de Françoise, renunciando ao descanso, para ajudar a sobrinha sem arrimo, só eles são pessoas reais existentes. E persuadido de que sua modéstia não ficará ofendida, visto que jamais lerão este livro, é com prazer infantil e uma profunda emoção que, não podendo citar os nomes de tantos outros que devem ter agido da mesma forma, e graças aos quais a França sobreviveu, declaro aqui seu nome verdadeiro: eles se chamam Larivière, sobrenome aliás bem francês. Se houve gente infame que se furtou ao alistamento, como o arrogante rapaz de smoking que eu vira no estabelecimento de Jupien, e cuja única preocupação era saber se poderia contar com Léon às dez e meia “porque ia almoçar no centro da cidade”, essa gente era compensada pela multidão inumerável de todos os franceses de Saint-André-des-Champs, por todos os sublimes soldados aos quais igualo os Larivière.

Em Busca do Tempo Perdido, volume VII, O Tempo Redescoberto. Marcel Proust.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Trump escolheu os países errados? Não é bem assim.


72 terroristas condendados vieram de um dos sete países temporariamente bloqueados


De acordo com as informações compiladas por uma comissão do Senado americano, pelo menos 72 pessoas condenadas por crimes relacionados ao terrorismo desde os ataques de 11 de setembro de 2001 eram provenientes de algum dos sete países relacionados na ordem executiva de Donald Trump sobre imigração.

Em junho de 2016, a Subcomissão do Senado para Imigração e Interesse Nacional divulgou um relatório sobre pessoas condenadas em casos de terrorismo desde 2001. Usando fontes públicas, porque a administração Obama se recusou a prover registros oficiais, constatou-se que eram estrangeiros 380 dos 580 condenados pela Justiça no período, por terrorismo. Foi feita uma lista contendo o nome dos criminosos, data da condenação, filiação a grupo terrorista, acusações criminais, pena, estado de residência e histórico de imigração.

A partir desses dados, o Center for Immigration Studies (CIS), uma entidade independente que faz pesquisas sobre imigração para os Estados Unidos, encontrou 72 indivíduos condenados por terrorismo cujo país de origem está na lista da ordem executiva de Trump: Iêmen, Irã, Iraque, Líbia, Síria, Somália e Sudão. Os pesquisadores do Senado não conseguiram obter informações completas sobre cada terrorista. Portanto, é possível que mais terroristas sejam originários desses países.

Os números por país são os seguintes:

Somália 20
Iêmen 19
Iraque 19
Síria 7
Irã 4
Líbia 2
Sudão 1
Total 72

Pelo menos 17 desses indivíduos chegaram à América como refugiados. Três entraram com visto de estudante e um com passaporte diplomático. 25 desses imigrantes se tornaram cidadãos americanos. Dez tinham permissão legal permanente de residência e quatro eram imigrantes ilegais.

Trinta e três foram condenados por crimes graves, como uso de uma arma de destruição em massa, conspiração para cometer um ato de terrorismo, apoio material a um terrorista ou a um grupo terrorista, conspiração para lavagem internacional de dinheiro, posse de mísseis ou explosivos e posse ilegal de arma automática.

Seguem alguns dados da lista dos 72 terroristas.

Nome País de origem Organização terrorista
Issa Dorch Somália Al-Shabaab
Basaaly Saeed Moalin Somália Al-Shabaab
Ahmed Nasir Taalil Mohammud Somália Al-Shabaab
Mohamed Mohamed Mohamud Somália Al-Shabaab
Mohamed Osman Mohamud Somália Al-Qaeda
Siavosh Henareh Irã Hezbollah
Mahamud Said Omar Somália Al-Shabaab
Manssour Arbabsiar (aka Mansour) Irã Qods Force (Iranian Islamic Revolutionary Guard Corps (IRGC)
Mohanad Shareef Hammadi Iraque Al-Qaeda in Iran (AQI)
Ahmed Hussein Mahamud Somália Al-Shabaab
Ahmed Abdulkadir Warsame Somália Al-Shabaab, Al-Qaeda in the Arabian Peninsula
Waad Ramadan Alwan Iraque Al Qaeda in Iraq (AQI)
Nima Ali Yusuf Somália Al-Shabaab
Mohamud Abdi Yusuf Somália Al-Shabaab
Amina Farah Ali Somália Al-Shabaab
Hawo Hassan Somália Al-Shabaab
Omer Abdi Mohamed Somália Al-Shabaab
Mohamed Mustapha Ali Masfaka Síria Holy Land Foundation for Relief and Development
Pirouz Sedaghaty Irã Al-Haramain Islamic Foundation
Abdel Azim El-Siddig Sudão Islamic American Relief Agency
Abdow Munye Abdow Somália Al-Shabaab
Ali Mohamed Bagegni Líbia Islamic American Relief Agency
Ahmad Mustafa Iraque Islamic American Relief Agency
Zeinab Taleb-Jedi Irã Mujahideen-e-Khalz (MEK)
Mohamed Al Huraibi Iêmen Hezbollah
Yehia Ali Ahmed Alomari Iêmen Hezbollah
Saleh Mohamed Taher Saeed Iêmen Hezbollah
Mohammed Ali Hasan Al-Moayad Iêmen Hamas
Mohammed Moshen Yahya Zayed Iêmen Hamas
Salah Osman Ahmed Somália Al-Shabaab
Mohammed Abdullah Warsame Somália Al-Qaeda
Wesam Al Delaema Iraque
Monzer Al Kassar Síria FARC
Emadeddin Muntasser Líbia Mujahideen-e-Khalz (MEK)
Nuradin M. Abdi Somália Al-Qaeda
Yassin Muhiddin Aref Iraque Ansar al-Islam
Saleh Alli Nasser Iêmen
Monassser Omian Iêmen
Sadik Omian Iêmen
Jarallah Wasil Iêmen
Elmeliani Benmoumen Iraque
Ahmed Hassan Al-Uqally Iraque
Abad Elfgeeh Iêmen Al-Qaeda and Hamas
Aref Elfgeeh Iêmen Al-Qaeda and Hamas
Ali Mohammed Al Mosalch Iraque
Omar Abdi Mohammed Somália
Rafil Dhafir Iraque
Numan Maflahi Iêmen Al-Qaeda
Ibrahim Ahmed Al-Hamdi Iêmen Lashkar-e-Tayyiba (LET)
Mukhtar Al-Bakri Iêmen Al-Qaeda
Enaam M. Arnaout Síria Al-Qaeda
Mohamed Albanna Iêmen
Nageeb Abdul Jabar Mohamed Al-Hadi Iêmen
Hussein Al Attas Iêmen Al-Qaeda
Mohadar Mohammed Abdoulah Iêmen Al-Qaeda
Nabil Al-Marabh Síria Al-Qaeda
Mohammed Husssein Somália Al-Qaeda
Mohammed Ibrahim Refai Síria
Omer Salmain Saleh Bakarbashat Iêmen
Hadir Awad Síria
Mustafa Kilfat Síria
Mohamed Abdi Somália
Kamel Albred Iraque
Haider Alshomary  Iraque
Wathek Al-Atabi Iraque
Hatef Al-Atabi Iraque
Fadhil Al-Khaledy Iraque
Mohammed Alibrahimi Iraque
Haider Al Tamimi Iraque
Ali Alubeidy Iraque
Alawai Hussain Al-Baraa Iraque
Mustafa Al-Aboody Iraque

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Está dando certo, continuem!



Ao longo do dia, muitas pessoas ligaram para o gabinete do presidente Michel Temer e do ministro da Casa Civil Eliseu Padilha, dando apoio à indicação de Ives Gandra Filho ao Supremo Tribunal Federal. No final do dia, as secretárias perguntavam para quem ligava "é para dar apoio ao Ministro Ives Gandra?"

Continuem, está dando certo! Liguem, mandem e-mails, assinem as petições, entrem no site Fale com o Presidente. Façam sua voz ser ouvida.

O Supremo Tribunal Federal não pode ter advogados de partidos e movimentos políticos em sua composição. Não pode ter Ministros que legislem ou que achem o Direito na rua. O Supremo precisa sim de Ministros que respeitem as leis e os fundamentos do Direito.

Sigam as postagens no Facebook de Taiguara Fernandes de Sousa, que iniciou esta campanha e fiquem bem informados.

Gabinete do Presidente Michel Temer
(61) 3411-1200

Gabinete do Ministro Chefe da Casa Civil
(61) 3411-1573 / (61) 3411-1935

Site Fale com o Presidente

Abaixo-assinados

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Pressione Temer pela indicação de Ives Gandra Filho



Você quer que Ives Gandra Filho seja indicado Ministro do Supremo Tribunal Federal? Está cansado do loteamento político da Corte Constitucional brasileira? De Ministros que apóiam o MST, que foram indicados por José Dirceu, de advogados do PT, do “Direito achado na rua”?

Temos a chance de ter no STF uma pessoa comprometida com as causas liberais e conservadoras e, principalmente, com o respeito à lei. Ives Gandra Filho é um jurista sério e respeitado, de posicionamento indubitavelmente liberal nas questões econômicas e conservador nas questões de família. Toda a esquerda, especialmente suas ramificações na imprensa, ficou em pânico com a possibilidade de sua indicação e faz uma campanha mentirosa e sórdida para desgastá-lo. Taiguara Fernandes de Sousa tem escrito repetidamente sobre isso, por exemplo, nestes textos:


Paulo Briguet e Lhuba Saucedo também escreveram sobre o assunto.


Está na hora de pressionarmos para que o presidente Michel Temer sinta que existe um outro lado, que a opinião pública concorda amplamente com o pensamento do Dr. Ives Gandra Filho, que aqueles que lutaram pelo impeachment são a maioria e querem outros ares no Supremo Tribunal Federal.

Entrem no site do Palácio do Planalto, no endereço https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php, e expressem sua opinião. Assinem esta petição. Principalmente, liguem para o Gabinete do Ministro Chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, pelos números (61) 3411-1573 e (61) 3411-1935 e mandem e-mails para casacivil@presidencia.gov.br.


É necessário agir agora, antes que o presidente recue mais uma vez.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Você tem três minutos para ajudar a acabar com a invasão da UFSM?



Ajude a pressionar os órgãos públicos em três minutos, conforme este post:
https://www.facebook.com/desocupaufsm/photos/a.356295928050157.1073741828.355725868107163/361908444155572/

Você também pode adaptar o texto para outras Universidades invadidas.

Como fazer:
Passo 1 - Acesse o site da ouvidoria: http://www.agu.gov.br/ouvidoria
Passo 2 - Preencha seus dados (CPF, Nome, Endereço…)
Passo 3 - Na caixa de texto “Digite aqui a sua demanda”, cole o texto abaixo:

Gostaria de realizar uma denúncia sobre um movimento estudantil realizando paralisações de maneira ilegal na Universidade Federal de Santa Maria-RS. O alegado movimento não conta com o apoio da maioria dos alunos da Universidade. Invadiu diversos prédios da UFSM em manifestação contra a PEC 55, não permitindo que a Universidade mantenha seu funcionamento normal, e impedindo inclusive a entrada de alunos que precisam realizar pesquisas e atividades a que estão comprometidos por contratos que não prevêem férias e paralisações. Em muitos casos, essas pesquisas recebem recursos públicos de entidades como CNPq, CAPES e FAPERGS, além da própria UFSM. 

Além disso, muitos dos serviços prestados à comunidade pela Universidade estão paralisados. 

O Art. 5º da Constituição Federal garante diversos direitos individuais e coletivos. Entre eles, que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. Este direito vem sendo sistematicamente ferido, na medida em que os alunos são impedidos de realizar suas atividades educacionais. 

Reza também o art. 5º, inciso XX, que “ninguém poderá ser compelido a associar-se ou permanecer associado a organizações". A não participação de boa parte dos alunos em assembléias e associações estudantis é suficiente para deslegitimar a ação de um movimento que pretende representar a totalidade dos alunos. 

Já o artigo 6º garante o direito à educação. Este direito também está sendo violado pelas invasões, assim como o direito de livre locomoção, citado no artigo 5º. 

O devido processo legal está sendo seguido e debates e consultas populares estão abertos com relação à PEC 55/2016 (outrora 241). A invasão de Universidade é flagrantemente ilegal e não é uma forma aceitável de manifestação dentro de uma democracia. Protestos poderiam ser realizados em outros espaços, sem que se prejudicassem os direitos fundamentais de alunos, professores, funcionários e da comunidade atendida pela UFSM. 

Nestes termos, peço à AGU que investigue os fatos que ocorrem na UFSM e que tome as medidas necessárias para restaurar o direito individual e coletivo à educação.

Aguardo resposta.

domingo, 6 de novembro de 2016

Golpe de 1964, por Suelem Carvalho



No dia 28 de outubro de 2016, Suelem Carvalho, professora de História na Universidade Estadual de Maringá, proferiu uma palestra na sede da ADESG - Associação dos Diplomados pela Escola Superior de Guerra em São Paulo, sobre o livro que escreveu em parceria com Itamar Flávio Silveira, Golpe de 1964.

O livro procura dar uma visão menos distorcida do que foi o período militar. Segundo a autora, é uma tentativa de reparação da injustiça contra os personagens históricos que lutaram contra o comunismo. Embora a luta armada tenha sido derrotada, o movimento comunista venceu a guerra cultural. A visão dominante na sociedade inteira é aquela que os comunistas criaram. É necessário questionar essa versão dos fatos, investigar o que verdadeiramente ocorreu e apresentar ao público uma história que ele desconhece.

Segundo Suelem Carvalho, o PT acabou contribuindo para expor o embuste da esquerda e provocou uma reação da sociedade contra as ambições totalitárias de seu governo. Hoje, há focos de resistência nas universidades e na Internet. É preciso aproveitar a oportunidade criada e iniciar uma atuação no terreno da guerra cultural, que a esquerda até agora dominou sozinha de maneira incontestável.

O título do livro é uma estratégia comercial da editora. Não seria o escolhido pelos autores, mas eles concordaram com a proposta da editora, esperando assim atingir um público mais amplo.

Suelem mencionou que Aristóteles já dizia que o discurso do agente político é diferente do discurso do cientista político. Enquanto um busca convencer e alterar as ações de outros homens para alcançar um objetivo político, o outro busca compreender a verdade. Temos agentes políticos demais dizendo fazer ciência política e fazendo simplesmente política.

O último capítulo do livro trata exatamente do marxismo cultural e da Escola de Frankfurt, analisando especificamente o pensamento de Erich Fromm e Herbert Marcuse. Esses autores defendiam a destruição dos valores da civilização ocidental como caminho para a construção de uma sociedade justa. A sociedade atual se fundamenta em instituições como a família, a escola e a igreja, que precisariam ser enfraquecidas e desmoralizadas. Para isso, todas as armas são válidas. A desinformação que vemos no atual movimento de invasão de escolas, que faz com que jovens acreditem que a PEC 241 vai privatizar as escolas públicas e demitir seus professores, é um exemplo da aplicação dos princípios da Escola de Frankfurt.

Quero acrescentar que fiquei muito interessado no trabalho da ADESG. Conheci alguns de seus membros e soube dos cursos e palestras que promove. São iniciativas valiosas que precisam ser divulgadas, especialmente os CEPEs, Cursos de Estudos de Política e Estratégia. Esses cursos são realizados em diversas sedes no Brasil e divulgam os ensinamentos doutrinários da Escola Superior de Guerra. Maiores informações em http://www.adesg.net.br/cursos-de-estudos.