domingo, 29 de maio de 2016

Ajudem uma mulher processada por feministas



Thais Azevedo, uma das editoras da página Moça, não sou obrigada a ser feminista, está sendo processada por feministas unicamente por exercer seu direito à liberdade de expressão. Ela pede a sua ajuda para se defender das acusações politicamente motivadas. Para contribuir financeiramente, faça uma doação (http://forafeminismo.blogspot.com.br/2016/05/faca-uma-doacao.html) ou compre uma caneca da página (http://forafeminismo.blogspot.com.br/2015/10/canecas-feminist-tears-communist-tears.html). Obrigado a todos que contribuírem ou divulgarem.

Segue o texto da Thais, publicado originalmente aqui.

Estou sendo processada por ser editora da maior página antifeminista do mundo
Eu sou a Thais Azevedo, tenho 32 anos e moro em SP. Sou professora, formada em tradução, tenho uma consultoria linguística e trabalho com deficientes auditivos há 20 anos como voluntária. Todas essas informações são importantes para o relato a seguir.
Eu sempre gostei do assunto política, lia essa seção nos jornais e revistas quando criança, mas não me encaixava nem no PT nem no PSDB. Sempre fui colérica, energética, quando me importava com algo, era como se nada mais importasse. Essa sou eu, alguém que se dedica 1000% para as causas que acredita.
Fui apresentada ao libertarianismo há uns 4 anos. Fiquei encantada com tudo que ouvi a respeito, com as coisas que lia e com as palestras que assisti. Foi um choque saber que muitas das minhas inquietações por causa da política e da situação do nosso país tinham uma solução lógica e que ia de encontro ao que acreditava: o poder do indivíduo de tomar as rédeas de sua vida, assumir os riscos, ser livre para escolher e arcar com as consequências de suas escolhas. Nada de Estado ou de qualquer outro poder maior para tomar as decisões por mim! E ninguém mais pagando pelos meus atos.
Nunca gostei da ideia de outras pessoas tomarem quaisquer decisões por mim. E foi por isso que nunca me identifiquei com o movimento feminista. Quem eram aquelas mulheres e por que elas acham que sabem o que é melhor para mim? Mas eu sou mulher, nasci XX, nunca duvidei da minha feminilidade (nem da minha heterossexualidade, as a matter of fact). Por que não me encaixo nesse grupo que, teoricamente, se apresenta para me defender (nem sabia que precisava de defesa), luta pelos meus direitos (nem sei quais direitos os seres humanos ainda não têm), e deseja a minha igualdade (não acredito nesse termo por que não existem pessoas iguais, igualdade é um conceito que me entristece já que adoro ser única!)? A resposta a essas perguntas se veio quando comecei a ler sobre o assunto. Não necessariamente sobre o feminismo, mas sobre os movimentos coletivistas. Não existe um grupo coletivista que lute verdadeiramente pela “igualdade” dos indivíduos que, na teoria, representam. Aqui entram os movimentos gayzistas, africanistas, nazistas, fascistas, machistas, feministas… Todos querem uma só coisa, a superioridade de seus pares. Mas e a homofobia, o racismo, o assédio às mulheres, as agressões sofridas pelos homens? Não tem como negar que existem pessoas agressivas no mundo. Como negar algo desse tipo? Quem seria capaz de olhar os números de homicídio cometidos no país e dizer que vivemos num “país tropical, abençoado por Deus”? Vivemos num país de violência absoluta e eu encontro a solução para os problemas atuais no libertarianismo. Foi então que me percebi uma anti-feminista. E agora? Serei a única anti-feminista do mundo? Por Deus, não! Existem outras pessoas que pensaram fora da caixinha e se encontraram fora do coletivo que “representa” as mulheres. Ufa! Que alívio! Quantas coisas aprendi nos grupos que participo, nas postagens que leio, nos links que me levam a blogs cada vez mais voltados ao assunto e, principalmente nos livros.
No final do ano passado, fui chamada para escrever para a minha página favorita: Moça, não sou obrigada a ser feminista (www.facebook.com/forafeminismo2). Que honra! Que privilégio! Mas o que eu escreveria? Meu forte nunca foi a escrita! Mas eu tinha um sonho, falar das coisas que eu tenho aprendido a um grupo que eu tanto amo, um grupo que faz parte da minha vida há 20 anos: os surdos! Eles também merecem ter acesso às informações que eu tenho! Foi quando eu fiz a proposta de me deixarem fazer um vídeo falando dos motivos pelos quais eu não sou feminista, mas em LIBRAS, sem áudio, somente com legenda. Eu não sabia, mas estava fazendo algo que nunca fora feito no mundo! E a resposta foi imediata! Comecei a receber ameaças, a ser reconhecida na rua, começaram a me xingar de todo tipo de nome, mas também fui inundada de carinho pela comunidade surda, por pessoas que nunca me viram na vida, mas que dividiram comigo suas angústias, seus medos, suas tristezas, sua alegria de terem visto o tal vídeo. Comecei a fazer outros vídeos, o projeto está em pausa, mas logo retomo com novos vídeos, fui chamada para escrever sobre outros assuntos. Fiquei muito feliz em saber que podia ajudar pessoas, falar das coisas que estava aprendendo.
Essa história poderia terminar por aqui, mas o motivo pelo qual estou escrevendo esse artigo é, até onde os movimentos coletivos conseguem lidar com os indivíduos que pensam diferente deles? A resposta é, eles não conseguem. E cercear a nossa liberdade de pensar, de falar, de se expressar é o que eles mais tentam fazer. Como? Eles atacam postagens que vão de encontro ao que eles mais têm medo: a verdade! Eles não querem que os ingênuos saibam da verdadeira intenção de seus movimentos, de sua agenda “secreta”, da maneira asquerosa que eles tratam dos que “ousam ir contra a maré”.
A página Moça, não sou obrigada a ser feminista sofre ataques quase que semanalmente, houve um episódio em que 9 dos 11 editores e administradores da página estavam bloqueados por causa de denúncias feitas ao Facebook pelo conteúdo que postamos. Os bloqueios foram de 24hs a 30 dias sem podermos acessar nossas páginas pessoais, não podíamos falar com nossos queridos, com nossos amigos… só por que fizemos postagens que foram denunciadas, mesmo elas não infringindo nenhuma lei, nenhuma norma do Facebook, mas por que sofremos ataques em massa de feministas, sim, as mesmas que dizem querer a liberdade, o direito de ter uma opinião sem ser criticada por ela, são as primeiras a querer calar aqueles que vão contra o que elas pregam. Certa vez, recebi uma notificação do Facebook pois uma das minhas fotos fora denunciada por conteúdo violento ou que incitava a violência. Sabe qual foto era? Uma foto minha, mandando beijo, segurando a caneca que vendemos na página “Feminist Tears” com o filtro da campanha anti-aborto que fizemos em resposta ao filtro da campanha que as pró-aborto fizeram. Ser contra o aborto agora é incitar à violência? Que mundo é esse?
Por causa do grande número de pessoas interagindo comigo no meu perfil pessoal, decidi fazer uma página minha, onde postaria o que quisesse (viva a liberdade!), sem que isso prejudicasse a minha interação com meus amigos e familiares (meu objetivo principal ao ter um perfil no Facebook, além do candy crush!). Continuo como editora da página Moça, não sou obrigada a ser feminista pois adoro escrever para lá, adoro os amigos que fiz por causa dela e adoro o feedback rápido que temos lá. A página tem um crescimento absurdo, recentemente ultrapassamos a marca das 420.000 curtidas! Somos a maior página anti-feminista do mundo! E isso tudo em pouco mais de 1 ano de existência. Eu fico impressionada com os números! Que orgulho poder fazer parte disso! Mas essa “fama” toda tem seu preço. Uma das coisas que as pessoas não entendem é que não somos funcionários da página, não recebemos para escrever lá, não temos metas a cumprir, somos pessoas que pensam relativamente iguais (discordamos de várias coisas que nós mesmos postamos! Rs), mas que têm o objetivo de levar todo nosso conhecimento às mais de 420.000 pessoas que nos seguem! Uma outra coisa é, não somos responsáveis pelos comentários feitos em nossas postagens. Acreditamos que cada um é responsável pelo que fala, pelo que faz. Por isso assino minhas postagens como #thaisazevedo  , assim quem segue a página sabe exatamente se fui eu que escrevi ou não! Não somos formadores de opinião, somos somente expressores de nossas próprias opiniões.
Na sexta-feira, dia 13 de maio, enquanto estava na sala de espera de um hospital esperando os médicos virem me avisar que a cirurgia do meu pai fora bem-sucedida, tensa, nervosa, ansiosa, com medo, triste, recebi a informação de que eu havia sido intimada e que estava sendo processada por uma feminista. Eu não sabia do que se tratava e estava fora de casa sem saber quando voltaria já que havia ido às pressas ao hospital para a cirurgia de última hora do meu pai. Quando cheguei em casa e li a intimação continuei sem entender. A feminista afirma que fui omissa, que minhas postagens têm teor polêmico contra o movimento feminista, que eu incito o ódio a pessoas que pensam como ela! Mas eu só exponho os fatos que aparecem para mim! Em determinada parte da intimação, ela afirma que eu promovo encontros para instigar discussões entre os grupos rivais e que na maioria das vezes, essas reuniões terminam em agressões verbais entre os grupos. Ela esqueceu de dizer que o único evento parecido com esse, eu estava dentro de um restaurante e as feministas estavam do lado de fora gritando meu nome e ofensas direcionadas a mim. Uma parte chegou a entrar no restaurante para se certificar de que era eu mesma. Mas tudo bem, se ela não quer falar disso, falo eu!
Vamos aos fatos. Ela fez uma postagem pública em seu perfil pessoal compartilhando um post da página satírica, Joselito Muller. O texto tem como título “Empresário abre cotas para feministas em carvoaria, mas nem uma aceita”. O comentário que ela fez foi basicamente esse: Para os homens que dizem que direitos iguais só funcionam quando convém, que ela abriria vaga para os homens que queriam ser estuprados, mas que isso não seria conveniente a eles também (como se estupro fosse uma questão de escolha conveniente a qualquer um dos sexos). A página recebeu o print dessa postagem dela. Foi publicado na nossa página e, como tudo que postamos, teve uma boa repercussão. Em tempo, não acho que preciso dizer que sou contra o estupro de qualquer pessoa, né? É algo tão óbvio, mas que às vezes, se faz necessário dizer. Ela se sentiu ofendida por termos colocado o print no ar.
E o que ela quer com isso? Vou falar só da parte que cabe a mim e ao Facebook nesse processo. Ela quer que eu me retrate publicamente, que eu pare com meu discurso de ódio (!!!) totalmente “opressivo às feministas”, que apague o print imediatamente (ele foi apagado no dia que recebi a intimação), ela afirma que fui omissa, porém em nenhum momento ela entrou em contato comigo ou com a página pedindo a exclusão do post e dos comentários ofensivos. Aproveito aqui para reiterar que não posso me responsabilizar pelos comentários de terceiros em postagens que fazemos na página, a página que ela afirma ser feita por “abominadores do feminismo”, machistas e com conteúdo pesado e polêmico. Ela afirma que sou “conhecida no Facebook por criar páginas polêmicas contra o movimento feminista”. Ela afirma receber ofensas de seguidores da página, ela quer que o Facebook exclua de forma definitiva a página Moça, não sou obrigada a ser feminista por causa de seu teor opressivo.
Cadê a sororidade? Cadê o direito de ter uma opinião diferente, sem que ela seja, automaticamente, considerada opressiva? Por que ela quer a exclusão da página e não somente da postagem? Por que ela me atacou pessoalmente com um processo sendo que ela não tem como provar que fui eu que fiz a postagem? Quero só saber se meu direito à livre expressão será defendido pela justiça, por que eu, Thais Azevedo, posso não concordar com o que falam, mas defendo a liberdade de cada um falar o que quiser!
Eu entendi claramente seu objetivo, destruir uma página anti-feminista. Querem nos calar e não vamos deixar que isso ocorra! Temos um compromisso com a verdade, com a transparência e com a lógica, por isso somos anti-feministas! Somos pessoas que irão continuar a falar de assuntos que são difíceis de digerir e que sabemos que não agradará a todos, mas não nos calaremos.
Eu preciso da sua ajuda. Eu preciso de ajuda financeira. Os custos com o processo são muito elevados e eu sei que os movimentos têm se juntado para atacar pessoas como eu, como você que me lê agora mesmo. Eu sei que você pode ser o próximo a sofrer represálias por ter uma opinião, por isso precisamos mostrar que não somos poucos, somos muitos e somos fortes! Nos destruir será muito mais difícil do que se imagina!
Existem algumas maneiras de você me ajudar com o processo. Você pode fazer uma doação (http://forafeminismo.blogspot.com.br/2016/05/faca-uma-doacao.html?m=1)  ou comprar uma caneca (http://forafeminismo.blogspot.com.br/2015/10/canecas-feminist-tears-communist-tears.html). Toda renda arrecadada será usada para os gastos da viagem, do processo e caso entre mais do que preciso, o dinheiro será investido em uma plataforma para melhor atender a demanda anti-feminista e anti-coletivista.
Toda e qualquer quantia é bem-vinda, não existe valor que não aceitaremos! Se você quiser conversar comigo pessoalmente, fique à vontade para me contatar (www.facebook.com/pagthais). Por conselho dos meus advogados, não posso revelar maiores detalhes do processo, mas posso tirar qualquer dúvida que venham a ter. Se não puder contribuir, me ajude compartilhando esse artigo (gigante, eu sei! Sou muito prolixa para resumos) com o maior número de pessoas para que elas conheçam esse lado do feminismo que quer calar as suas vozes opositoras.
Muito obrigada por ter me lido até aqui.
Beijos opressores! 😉 :*
Thais Azevedo

sábado, 28 de maio de 2016

SOS Refugiados Cristãos Paquistaneses


Peço a ajuda dos meus leitores para uma campanha criada por uma amiga, Helen Mara de Lima, que quer tirar da Tailândia uma família de refugiados cristãos paquistaneses. Para conseguirem asilo em um país do ocidente, que não é o Brasil, eles precisam de dinheiro para as passagens e para pagar uma multa na Tailândia.


Segue o texto da Helen. Obrigado a todos que contribuírem ou divulgarem.

Há cerca de 5 anos, acompanho virtualmente a saga de um amigo paquistanês, cristão perseguido e jurado de morte por causa de sua fé. Por motivos de segurança, vou chamá-lo de Sam.
Há quase 3 anos, ele e sua família (esposa, filho de 4 anos e filha de 1 ano e meio) estão na Tailândia, tentando ser recebidos como refugiados. Nesse período passaram por muitas privações, pois após o golpe militar sofrido no país, refugiados de todas as idades estão sendo perseguidos e correm o risco de serem presos sem julgamento, apenas por serem imigrantes ilegais.
Há pouco mais de 2 anos, entrei em contato por email com  escritório da ONU em Bangkok, pedindo análise do caso e recebi uma resposta vaga dizendo que estava sendo analisado. O escritório está sobrecarregado.
Mas, felizmente, uma organização cristã (International Christian Voice, do Canadá) acaba de ajudar a família do Sam com a parte burocrática, conseguindo refúgio para eles em um país de maioria cristã, que também não posso revelar, por motivos de segurança.
Para deixar a Tailândia, Sam e sua família precisam arcar com os custos das passagens aéreas e de uma multa por terem passado muito tempo com o visto vencido, o que os tornou imigrantes ilegais no país.
Quero fazer esta vaquinha para ajudá-los com estes custos. Qualquer valor será muito benvindo.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Professor Diego Aranha responde a artigo sobre voto impresso

André de Miranda, Diego Aranha, Filipe Scarel e Marcelo Karam nos Testes Públicos de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação, em 2012.


O professor Diego Aranha, da Universidade de Campinas, fez um post que reproduzo abaixo, comentando o artigo e-Leitor: O voto impresso e a falsa sensação de segurança, de Fernando Neisser.

Vale a pena ler também o relatório Vulnerabilidades no software da urna eletrônica brasileira, escrito por ele e por Marcelo Monte Karam, André de Miranda e Felipe Scarel. Os quatro participaram da 2ª edição dos Testes Públicos de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação, organizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2012 e detectaram uma falha grave de segurança nas urnas brasileiras.


Por Diego Aranha
Publicado originalmente aqui.
A Internet aceita qualquer coisa mesmo.
Meus problemas com o artigo:
  • Não é o desconhecido da tecnologia que fundamenta o voto impresso, mas exatamente os limites da própria. As vulnerabilidades no sistema de votação brasileiro são bem conhecidas e o sistema é demonstravelmente inseguro a ponto de ter sido atacado com sucesso em sucessivos testes de segurança *restritos*.
  • As urnas eletrônicas já possuem impressora térmica, onde estão os vírus? Argumentar que simplesmente adicionar um equipamento eletromecânico vai causar problemas é atacar o sistema atual. Voamos em aviões equipados com bússolas analógicas, exatamente porque pode haver falha ou ataque nos componentes eletrônicos. O autor poderia até ter tentado argumentar que o voto impresso exige maior carga da impressora, mas se trata de um problema de engenharia já resolvido em outros países.
  • O argumento do custo também cai por terra ao se observar que o TSE incluiu na estimativa a compra de novas urnas eletrônicas do modelo mais novo e caro para aumentar o número de seções eleitorais, devido a um possível aumento nas filas. Engraçado que a biometria causou custos e efeitos similares, sem fornecer qualquer propriedade de segurança significativa adicional, e ninguém questionou. Vejo novamente problemas de engenharia a ser resolvidos aqui.
  • Sobre o embaralhamento dos votos, o autor está completamente desinformado: sugiro uma busca rápida sobre os Testes de Segurança de 2012. Foi exatamente esse o mecanismo trivialmente atacado e nenhuma manifestação oficial do TSE sugere que o problema foi inteiramente corrigido. Vale lembrar que a vulnerabilidade descoberta naquela ocasião tem ainda o potencial de afetar eleições anteriores, caso alguém se disponha a fazê-lo, pois o ataque dependia unicamente de informação pública. Quebrar os votos para candidatos diferentes não parece um problema, basta imprimir votos por candidato.
  • Não há sistema de votação mais vulnerável a erro humano do que aquele que concentra todo o resultado da eleição no software escrito por um punhado de humanos. É falacioso o argumento de que o voto impresso reintroduz a possibilidade de fraude, quando na verdade ele força que a tentativa de fraude novamente seja distribuída - e cara.
  • A afirmação de "Por fim, é preciso dizer que até hoje nunca existiu uma falha detectada no sistema de votação, totalização e apuração da Justiça Eleitoral" é de uma desonestidade desconcertante. Mesmo que alguém trocasse "falha" por "fraude" ainda haveria o problema trivial de detectar fraude em um sistema que não é transparente.
Mais informação técnica pode ser encontrada aqui.

sábado, 14 de maio de 2016

Entrevista com o prof. Wellington Cidade, da ETEC Basilides de Godoy



A ETEC “Basilides de Godoy”, na Vila Leopoldina, em São Paulo, foi reaberta no dia 12 de maio de 2016, por iniciativa dos alunos, pais e funcionários, após ter ficado invadida durante dez dias.

A Reaçonaria esteve na escola no dia seguinte. Conversei com o professor Wellington Cidade, Coordenador de Informática. Quando cheguei, havia um carro da Polícia Militar estacionado em frente à entrada. Um segurança perguntou quem eu era, com quem iria falar e qual o assunto. O clima era de alerta. Enquanto conversávamos, uma pessoa da Secretaria fazia a relação dos pais que se ofereceram para ficar de vigília na escola, se necessário. O professor me passou fotos dos computadores vandalizados, mas não imagens dos alunos limpando e arrumando o que foi danificado, para não expô-los. Segue a entrevista.

Professor Wellington Cidade
Reaçonaria: Quantos invasores estavam dentro da ETEC quando houve a retirada?

Professor Wellington Cidade: De dez a doze pessoas, no máximo.

Reaçonaria: A identidade das pessoas que invadiram é conhecida? São alunos?

Prof. Wellington: Tínhamos, no máximo, três alunos. O resto era tudo desconhecido. Muitas pessoas desconhecidas, durante a semana toda.

Reaçonaria: Como aconteceu a reabertura da escola? O sr. estava presente?

Prof. Wellington: Sim, eu estava presente. Na verdade, eles estavam permitindo a entrada dos alunos do noturno e de alguns professores. Direção e Coordenação não podiam entrar. Os alunos e os pais do diurno e do noturno não achavam isso justo.

Então fizeram uma grande manifestação. Marcaram de se reunir no dia 12 às 17h00. Vieram muitos pais e muitos alunos do diurno que não podiam assistir aulas. E nessa, começaram a falar “Não, a escola é nossa” e entraram. Quebraram os cadeados e foram entrando. Fizeram uma corrente e foram tirando todas as coisas deles aqui de dentro e colocando lá fora. E foram tirando os outros um a um, sem violência. Claro que houve bate-boca, mas nada que machucasse alguém. Não teve nada assim.

Reaçonaria: Houve resistência? Eles tiveram alguma dificuldade de tirar os invasores?

Prof. Wellington: Muita, muita. Os alunos do Médio, que são da mesma faixa etária que eles, fizeram uma corrente e foram empurrando-os até o final do corredor. Foram levando, fizeram uma corrente igual a polícia faz, o Choque, e foram levando para fora.

Reaçonaria: Os pais e os alunos estavam bem preparados para fazer isso ou foi uma coisa decidida no momento?

Prof. Wellington: Não, foi uma coisa decidida na hora. Eles vieram para fazer uma manifestação. Mas todo mundo quis entrar. Todo mundo quis os mesmos direitos. Se eles podem estar lá dentro, os alunos acharam que também podiam. Quando entramos, nos decepcionamos. Muita bagunça, muita coisa quebrada. Roubaram discos rígidos de servidores, mexeram nas câmeras. A Coordenação estava completamente fora de ordem e a Secretaria, destruída. Tinha alguns materiais, eu não sei se eles queriam fazer tochas. Ainda está muito judiado aqui, muito bagunçado. Tinha colchões espalhados, fizeram muitas barricadas com carteiras e mesas. Tinha também muita comida que eles ganhavam de doação, daria para mais ou menos uns dois meses.

Reaçonaria: Será que é possível punir os responsáveis pelos furtos e pelas depredações?

Prof. Wellington: Olha, a maior parte deles nós não sabemos quem são.

Reaçonaria: Mas e os alunos envolvidos? É possível puni-los?

Prof. Wellington: A escola ainda vai decidir sobre isso. O Conselho da escola é que vai decidir o que vai fazer. Ainda devemos receber orientações do Centro Paula Souza. O governador quer saber quem foram as pessoas que invadiram a escola.

Reaçonaria: Vocês estão preparados para impedir que eles voltem?

Prof. Wellington: Sim, nós contratamos segurança privada e estamos tendo apoio da Polícia. O governador deu o aval e a Polícia pode retirar qualquer invasor. Além disso, estamos preparados com seguranças e, se alguém entrar, vamos chamar a Polícia e a Polícia vai tirar. Eles têm de ser retirados em até 24 horas.

Reaçonaria: Que mensagem você tem a dizer sobre tudo o que aconteceu na ETEC “Basilides de Godoy”?

Prof. Wellington: É muito triste, é uma situação triste, porque nós sabemos que os jovens têm total direito de reivindicar, de fazer suas manifestações, como eu mesmo disse a eles, eles têm o direito a isso. Porque faz parte você se manifestar e buscar os seus direitos. Mas existem maneiras, formas de você fazer isso. Não ocupando, destruindo coisas, e acabar queimando a imagem da escola. Não é assim, existem outras maneiras. Fico muito triste com essa situação.

Servidor cujos HDs foram furtados pelos invasores

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Aborto e Controle Populacional, por Fernanda Fernandes Takitani






Em 28 de abril de 2016, Fernanda Fernandes Takitani deu a palestra Aborto e Controle Populacional, no 2º Ciclo de Palestras Santa Generosa.

A palestra é um relato das ações de entidades internacionais como a Rockefeller Foundation, Ford Foundation, MacArthur Foundation e outras na promoção do controle populacional, por uma gama de medidas que inclui a expansão do aborto em todo o mundo.

Essas fundações vem patrocinando estudos sobre demografia, criando cursos de mestrado e doutorado nessa área e impingindo a idéia neomalthusiana de que vivemos um crescimento populacional insustentável, que deve ser combatido vigorosamente, sob pena de haver uma explosão de miséria e de guerras. Uma das grandes ferramentas desse combate ao crescimento populacional é o aborto.

Essas fundações tiveram intensa participação na criação de entidades no Brasil, como o CEBRAP, CEDEPLAR, NEPO e ABEP, entre muitas outras. Quando a MacArthur Foundation se retirou do Brasil, fez uma doação final às entidades CFÊMEA, Rede Feminista de Saúde, Cunhã, ECOS e GTPOS.



A palestra pode ser vista aqui, no canal do YouTube da Paróquia Santa Generosa.

Fernanda Takitani participou do 1º Ciclo de Palestras Santa Generosa, apresentando Ideologia de Gênero: Raízes Históricas e Filosóficas.



Não percam as próximas, às quintas-feiras, às 20h00. No salão da Paróquia, à R. Afonso de Freitas, 49, Paraíso, São Paulo, ou pelo YouTube, com transmissão ao vivo pelo link https://www.youtube.com/watch?v=LIGVNvRHQ-8.
  • 12 de maio — Dom Mathias Tolentino Braga — Tema: “A vida monástica no século XXI” 
    (Dom Mathias Tolentino Braga é Abade do Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Cadete aviador da Força Aérea Brasileira e engenheiro eletrônico formado pelo ITA, ingressou, em 1993, no Mosteiro de São Bento, onde ocupou os cargos de formador de noviços, professor de filosofia e celereiro, responsável pelo patrimônio da abadia. Foi escolhido Abade em abril de 2006.)

  • 19 de maio — Leonardo T. Oliveira — Tema: “Quando a música fala: o conteúdo da forma na música clássica”
    (Leonardo T. Oliveira é professor de grego antigo e latim, mestrando em Letras Clássicas pela USP e autor do site Euterpe — Blog de Música Clássica. Como pesquisador, tem experiência em teoria da música grega antiga e em lírica grega arcaica. Estuda piano clássico há mais de dez anos.)

  • 2 de junho — Padre Fábio Fernandes — Tema: “A unidade do Rito Romano”
    (Padre Fábio Fernandes é sacerdote diocesano incardinado em São Paulo. Amante da sagrada liturgia, estuda e perscruta as riquezas do Rito Romano em sua tradição, formas e sacralidade. É capelão da Beneficência Portuguesa.)

  • 9 de junho — Flavio Morgenstern — Tema: “Choque de iconoclastas: a civilização e os bárbaros no século XXI”
    (Flávio Morgenstern é escritor, analista político e tradutor. Autor do livro Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs, as manifestações que tomaram as ruas do Brasil, em que analisa os protestos brasileiros e a política de massas. Escreve para o jornal Gazeta do Povo e diversas outras publicações online. É criador e editor do Senso Incomum.)

  • 16 de junho — Silvio Medeiros — Tema: “Redescoberta da virtude e renovação política do Brasil”
    (Sílvio Medeiros é publicitário formado pela PUC-PR. Acumula 15 anos de experiência na área criativa, tendo passado pelas principais agências de publicidade do país, como Loducca, FCB, JWT e FischerAmérica. Recebeu os principais prêmios do mundo na área, sendo que no mais importante deles, o Festival de Cannes, já foi 12 vezes finalista e 4 vezes vencedor. Entre os clientes para os quais trabalhou estão: Ford, Unilever, Bayer, Honda, Nestlé, HSBC, Allianz e Coca-Cola.)

  • 23 de junho — Roberto Mallet — Tema: “Ação poética e Poética da ação”
    (Roberto Mallet nasceu em Porto Alegre, RS, em 1957. É ator, professor de teatro e tradutor. Em 1992 fundou em São Paulo o Grupo Tempo, com o qual dirigiu vários espetáculos. É professor de interpretação e improvisação no Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Campinas – UNICAMP desde 2002. Em 2015 criou o projeto online Encontre Sua Própria Voz.)

  • 30 de junho — André Assi Barreto — Tema: “Eric Voegelin e as religiões políticas”
    (André Assi Barreto é graduado e mestre em Filosofia pela USP, professor das redes pública e privada de ensino da cidade de São Paulo, incluindo o Centro Paula Souza. Também atua como tradutor e assessor editorial.)

  • 7 de julho — Alexandre Borges — Tema: “Política, ideologia e imprensa”
    (Alexandre Borges, 45 anos, é carioca, publicitário e diretor do Instituto Liberal. Em 2009, foi comentarista político do programa semanal “Assembléia Geral” na extinta Ideal TV, da Editora Abril. Em 2013, criou uma página no Facebook, na qual escreve sobre política, que hoje é uma das mais populares do país, com mais de 60 mil seguidores e ultrapassando 4 milhões de usuários. Nos dois últimos anos, fechou 2 contratos com a Editora Record: um livro dedicado ao tema da política brasileira do século XX e outro sobre o liberalismo. Seu podcast, o Contexto, com Bruno Garschagen e Felipe Moura Brasil, chegou ao primeiro lugar em “Notícias e Política” na iTunes Store Brasil em todos os episódios.)

domingo, 8 de maio de 2016

Humanæ Vitæ: o calvário de Paulo VI, pelo Pe. José Eduardo






Em 14 de abril de 2016, o Pe. José Eduardo de Oliveira e Silva deu a palestra Humanæ Vitæ, o calvário de Paulo VI, parte do 2º Ciclo de Palestras Santa Generosa. A encíclica publicada em 1968 determinou a posição da Igreja Católica sobre os métodos contraceptivos.

Na época do Concílio Vaticano II, a Igreja precisava formular melhor sua doutrina sobre o Matrimônio. A encíclica Gaudium et Spes, de 1965, cumpriu essa função, mas não se manifestou sobre a questão dos anticoncepcionais orais. O papa João XXIII criou, em 1963, a Comissão para o Estudo da População, Família e Natalidade, incumbida de estudar esse problema. A Comissão não conseguiu consenso e encerrou seus trabalhos sem chegar a uma conclusão. Paulo VI escreveu então a encíclica Humanæ Vitæ, com o auxílio dos cardeais Martelet e Colombo, que integraram a Comissão.

A encíclica considera que “toda a ação que, ou em previsão do ato conjugal, ou durante sua realização, ou também durante o desenvolvimento de suas conseqüências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação” deve ser excluída pelos católicos. Diz ainda que “se, portanto, existem motivos sérios para distanciar os nascimentos, que derivem ou das condições físicas ou psicológicas dos cônjuges, ou de circunstâncias exteriores, a Igreja ensina que então é lícito ter em conta os ritmos naturais imanentes às funções geradoras, para usar do matrimônio só nos períodos infecundos e, deste modo, regular a natalidade, sem ofender os princípios morais que acabamos de recordar.”

A palestra pode ser vista aqui, no canal do YouTube da Paróquia Santa Generosa.




Não percam as próximas, às quintas-feiras, às 20h00. No salão da Paróquia, à R. Afonso de Freitas, 49, Paraíso, São Paulo, ou pelo YouTube, com transmissão ao vivo pelo link https://www.youtube.com/watch?v=LIGVNvRHQ-8.
  • 12 de maio — Dom Mathias Tolentino Braga — Tema: “A vida monástica no século XXI” 
    (Dom Mathias Tolentino Braga é Abade do Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Cadete aviador da Força Aérea Brasileira e engenheiro eletrônico formado pelo ITA, ingressou, em 1993, no Mosteiro de São Bento, onde ocupou os cargos de formador de noviços, professor de filosofia e celereiro, responsável pelo patrimônio da abadia. Foi escolhido Abade em abril de 2006.)

  • 19 de maio — Leonardo T. Oliveira — Tema: “Quando a música fala: o conteúdo da forma na música clássica”
    (Leonardo T. Oliveira é professor de grego antigo e latim, mestrando em Letras Clássicas pela USP e autor do site Euterpe — Blog de Música Clássica. Como pesquisador, tem experiência em teoria da música grega antiga e em lírica grega arcaica. Estuda piano clássico há mais de dez anos.)

  • 2 de junho — Padre Fábio Fernandes — Tema: “A unidade do Rito Romano”
    (Padre Fábio Fernandes é sacerdote diocesano incardinado em São Paulo. Amante da sagrada liturgia, estuda e perscruta as riquezas do Rito Romano em sua tradição, formas e sacralidade. É capelão da Beneficência Portuguesa.)

  • 9 de junho — Flavio Morgenstern — Tema: “Choque de iconoclastas: a civilização e os bárbaros no século XXI”
    (Flávio Morgenstern é escritor, analista político e tradutor. Autor do livro Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs, as manifestações que tomaram as ruas do Brasil, em que analisa os protestos brasileiros e a política de massas. Escreve para o jornal Gazeta do Povo e diversas outras publicações online. É criador e editor do Senso Incomum.)

  • 16 de junho — Silvio Medeiros — Tema: “Redescoberta da virtude e renovação política do Brasil”
    (Sílvio Medeiros é publicitário formado pela PUC-PR. Acumula 15 anos de experiência na área criativa, tendo passado pelas principais agências de publicidade do país, como Loducca, FCB, JWT e FischerAmérica. Recebeu os principais prêmios do mundo na área, sendo que no mais importante deles, o Festival de Cannes, já foi 12 vezes finalista e 4 vezes vencedor. Entre os clientes para os quais trabalhou estão: Ford, Unilever, Bayer, Honda, Nestlé, HSBC, Allianz e Coca-Cola.)

  • 23 de junho — Roberto Mallet — Tema: “Ação poética e Poética da ação”
    (Roberto Mallet nasceu em Porto Alegre, RS, em 1957. É ator, professor de teatro e tradutor. Em 1992 fundou em São Paulo o Grupo Tempo, com o qual dirigiu vários espetáculos. É professor de interpretação e improvisação no Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Campinas – UNICAMP desde 2002. Em 2015 criou o projeto online Encontre Sua Própria Voz.)

  • 30 de junho — André Assi Barreto — Tema: “Eric Voegelin e as religiões políticas”
    (André Assi Barreto é graduado e mestre em Filosofia pela USP, professor das redes pública e privada de ensino da cidade de São Paulo, incluindo o Centro Paula Souza. Também atua como tradutor e assessor editorial.)

  • 7 de julho — Alexandre Borges — Tema: “Política, ideologia e imprensa”
    (Alexandre Borges, 45 anos, é carioca, publicitário e diretor do Instituto Liberal. Em 2009, foi comentarista político do programa semanal “Assembléia Geral” na extinta Ideal TV, da Editora Abril. Em 2013, criou uma página no Facebook, na qual escreve sobre política, que hoje é uma das mais populares do país, com mais de 60 mil seguidores e ultrapassando 4 milhões de usuários. Nos dois últimos anos, fechou 2 contratos com a Editora Record: um livro dedicado ao tema da política brasileira do século XX e outro sobre o liberalismo. Seu podcast, o Contexto, com Bruno Garschagen e Felipe Moura Brasil, chegou ao primeiro lugar em “Notícias e Política” na iTunes Store Brasil em todos os episódios.)

sábado, 7 de maio de 2016

Poesia e Cosmovisão no Brasil Contemporâneo, por Érico Nogueira






A segunda palestra do 2º Ciclo de Palestras Santa Generosa foi Poesia e Cosmovisão no Brasil Contemporâneo, dada por Érico Nogueira, em 7 de abril de 2016.

Usando a Teoria dos Polissistemas de Itamar Even-Zohar, Érico diagnostica que o sistema literário brasileiro é jovem, pobre e está em crise. O principal acontecimento literário no Brasil atual é a publicação de traduções de clássicos, como os russos. Ele acredita, porém, que a existência desses clássicos em português (mesmo que seja o português Folha de S.Paulo de certas traduções), vai acabar fecundando a literatura brasileira.

Com ousadia e brilhantismo, Érico analisa três poemas brasileiros contemporâneos, uma das Odes a Maximin, de Ricardo Domeneck, alguns sonetos do livro Isto a que Falta um Nome, de Claudio Neves e o primeiro trecho de Epaminondas, de Marco Catalão, e procura responder à pergunta:  “Que tipo de homem está representado nessas obras?”

A palestra pode ser vista aqui, no canal do YouTube da Paróquia Santa Generosa.





Não percam as próximas, às quintas-feiras, às 20h00. No salão da Paróquia, à R. Afonso de Freitas, 49, Paraíso, São Paulo, ou pelo YouTube, com transmissão ao vivo pelo link https://www.youtube.com/watch?v=LIGVNvRHQ-8.
  • 12 de maio — Dom Mathias Tolentino Braga — Tema: “A vida monástica no século XXI” 
    (Dom Mathias Tolentino Braga é Abade do Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Cadete aviador da Força Aérea Brasileira e engenheiro eletrônico formado pelo ITA, ingressou, em 1993, no Mosteiro de São Bento, onde ocupou os cargos de formador de noviços, professor de filosofia e celereiro, responsável pelo patrimônio da abadia. Foi escolhido Abade em abril de 2006.)

  • 19 de maio — Leonardo T. Oliveira — Tema: “Quando a música fala: o conteúdo da forma na música clássica”
    (Leonardo T. Oliveira é professor de grego antigo e latim, mestrando em Letras Clássicas pela USP e autor do site Euterpe — Blog de Música Clássica. Como pesquisador, tem experiência em teoria da música grega antiga e em lírica grega arcaica. Estuda piano clássico há mais de dez anos.)

  • 2 de junho — Padre Fábio Fernandes — Tema: “A unidade do Rito Romano”
    (Padre Fábio Fernandes é sacerdote diocesano incardinado em São Paulo. Amante da sagrada liturgia, estuda e perscruta as riquezas do Rito Romano em sua tradição, formas e sacralidade. É capelão da Beneficência Portuguesa.)

  • 9 de junho — Flavio Morgenstern — Tema: “Choque de iconoclastas: a civilização e os bárbaros no século XXI”
    (Flávio Morgenstern é escritor, analista político e tradutor. Autor do livro Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs, as manifestações que tomaram as ruas do Brasil, em que analisa os protestos brasileiros e a política de massas. Escreve para o jornal Gazeta do Povo e diversas outras publicações online. É criador e editor do Senso Incomum.)

  • 16 de junho — Silvio Medeiros — Tema: “Redescoberta da virtude e renovação política do Brasil”
    (Sílvio Medeiros é publicitário formado pela PUC-PR. Acumula 15 anos de experiência na área criativa, tendo passado pelas principais agências de publicidade do país, como Loducca, FCB, JWT e FischerAmérica. Recebeu os principais prêmios do mundo na área, sendo que no mais importante deles, o Festival de Cannes, já foi 12 vezes finalista e 4 vezes vencedor. Entre os clientes para os quais trabalhou estão: Ford, Unilever, Bayer, Honda, Nestlé, HSBC, Allianz e Coca-Cola.)

  • 23 de junho — Roberto Mallet — Tema: “Ação poética e Poética da ação”
    (Roberto Mallet nasceu em Porto Alegre, RS, em 1957. É ator, professor de teatro e tradutor. Em 1992 fundou em São Paulo o Grupo Tempo, com o qual dirigiu vários espetáculos. É professor de interpretação e improvisação no Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Campinas – UNICAMP desde 2002. Em 2015 criou o projeto online Encontre Sua Própria Voz.)

  • 30 de junho — André Assi Barreto — Tema: “Eric Voegelin e as religiões políticas”
    (André Assi Barreto é graduado e mestre em Filosofia pela USP, professor das redes pública e privada de ensino da cidade de São Paulo, incluindo o Centro Paula Souza. Também atua como tradutor e assessor editorial.)

  • 7 de julho — Alexandre Borges — Tema: “Política, ideologia e imprensa”
    (Alexandre Borges, 45 anos, é carioca, publicitário e diretor do Instituto Liberal. Em 2009, foi comentarista político do programa semanal “Assembléia Geral” na extinta Ideal TV, da Editora Abril. Em 2013, criou uma página no Facebook, na qual escreve sobre política, que hoje é uma das mais populares do país, com mais de 60 mil seguidores e ultrapassando 4 milhões de usuários. Nos dois últimos anos, fechou 2 contratos com a Editora Record: um livro dedicado ao tema da política brasileira do século XX e outro sobre o liberalismo. Seu podcast, o Contexto, com Bruno Garschagen e Felipe Moura Brasil, chegou ao primeiro lugar em “Notícias e Política” na iTunes Store Brasil em todos os episódios.)

domingo, 1 de maio de 2016

Armas e Cristianismo, por Bene Barbosa



Em 31 de março de 2016, Bene Barbosa deu a palestra Armas e Cristianismo: uma visão histórica, abrindo o 2º Ciclo de Palestras Santa Generosa.

Aproveitando o fato de que o evento foi realizado em uma igreja, Bene, que é católico, preparou uma apresentação inédita relacionando a posse e o uso de armas com o pensamento cristão. Existe alguma contradição entre a doutrina cristã e a defesa pessoal?

Bene começa dizendo que nem toda violência é ruim. A violência que é usada para a legítima defesa é um bem, não um mal. A legítima defesa é um caso de violência necessária. No Brasil, divuga-se insistentemente que existe um problema de violência. Isso é falso, o que temos é um problema de criminalidade. 

Segundo o Antigo Testamento, no tempo de Davi, os hebreus não podiam possuir armas de ferro e a quantidade de suas ferramentas agrícolas era controlada pelos filisteus. Se o Viva Rio ou o Sou da Paz já existissem, poderiam proibir também a funda de Davi. No Evangelho de São Lucas, durante a Santa Ceia, Jesus diz aos discípulos para venderem sua capa e comprarem uma espada.

Bene relata diversos casos de desarmamento ao longo da história. O primeiro caso é o do Japão, no século XVI, quando foram proibidos ao mesmo tempo as armas e o cristianismo. Na União Soviética, as armas da população foram utilizadas para se fazer a Revolução Russa, para serem recolhidas pelo governo na seqüência, para que as pessoas não tivessem chance de se defender da ditadura, que também perseguiu o cristianismo. Outros exemplos de governos desarmamentistas e anticristãos são a Alemanha nazista, Cuba e a Venezuela.

Houve diversas situações em que cristãos se viram obrigados a se armar para se defender de agressões. Bene cita a Guerra Cristera, no México, entre 1926 e 1929. O governo revolucionário mexicano tomou uma série de medidas anticlericais e houve uma escalada de perseguições contra os opositores. Depois de uma tentativa infrutífera de resistência pacífica, os católicos mexicanos perceberam que somente com uma resistência efetiva teriam condições de defender a Igreja.

No século 19, viveu São Gabriel Possenti, um religioso que enfrentou e venceu sozinho vinte mercenários armados que atacaram a cidade de Isola del Gran Sasso. O pastor Sam Childers, conhecido como Machine Gun Preacher (Pregador Metralhadora), fundou no Sudão um orfanato chamado Anjos da África Oriental. Essa entidade tem uma forma de atuação muito peculiar, promove resgates armados de crianças seqüestradas por grupos de guerrilheiros.

Em 25 de julho de 1993, quatro terroristas atacaram a Igreja Anglicana de São Tiago, na Cidade do Cabo, África do Sul, matando 11 pessoas e ferindo 58. A tragédia não foi maior porque um dos fiéis, Charl van Wyk, estava armado e atirou em um dos terrorista, o que fez com que eles fugissem.




Não percam as próximas, às quintas-feiras, às 20h00. No salão da Paróquia, à R. Afonso de Freitas, 49, Paraíso, São Paulo, ou pelo YouTube, com transmissão ao vivo pelo link https://www.youtube.com/watch?v=LIGVNvRHQ-8.


  • 5 de maio — Henriete Fonseca — Tema: “Realidade e Pessoa: o conhecimento de si e a questão da felicidade”
    (Henriete Fonseca é antropóloga formada pela PUC-SP e Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP. Foi professora, durante dez anos, da Fundação Educacional Inaciana Pe. Sabóia de Medeiros - FEI. Atualmente ministra o curso “Introdução ao Cristianismo segundo as Obras de Hugo de São Vitor e Santo Tomás de Aquino”, no Mosteiro de São Bento, em São Paulo.)

  • 12 de maio — Dom Mathias Tolentino Braga — Tema: “A vida monástica no século XXI”
    (Dom Mathias Tolentino Braga é Abade do Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Cadete aviador da Força Aérea Brasileira e engenheiro eletrônico formado pelo ITA, ingressou, em 1993, no Mosteiro de São Bento, onde ocupou os cargos de formador de noviços, professor de filosofia e celereiro, responsável pelo patrimônio da abadia. Foi escolhido Abade em abril de 2006.)

  • 19 de maio — Leonardo T. Oliveira — Tema: “Quando a música fala: o conteúdo da forma na música clássica”
    (Leonardo T. Oliveira é professor de grego antigo e latim, mestrando em Letras Clássicas pela USP e autor do site Euterpe — Blog de Música Clássica. Como pesquisador, tem experiência em teoria da música grega antiga e em lírica grega arcaica. Estuda piano clássico há mais de dez anos.)

  • 2 de junho — Padre Fábio Fernandes — Tema: “A unidade do Rito Romano”
    (Padre Fábio Fernandes é sacerdote diocesano incardinado em São Paulo. Amante da sagrada liturgia, estuda e perscruta as riquezas do Rito Romano em sua tradição, formas e sacralidade. É capelão da Beneficência Portuguesa.)

  • 9 de junho — Flavio Morgenstern — Tema: “Choque de iconoclastas: a civilização e os bárbaros no século XXI”
    (Flávio Morgenstern é escritor, analista político e tradutor. Autor do livro Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs, as manifestações que tomaram as ruas do Brasil, em que analisa os protestos brasileiros e a política de massas. Escreve para o jornal Gazeta do Povo e diversas outras publicações online. É criador e editor do Senso Incomum.)

  • 16 de junho — Silvio Medeiros — Tema: “Redescoberta da virtude e renovação política do Brasil”
    (Sílvio Medeiros é publicitário formado pela PUC-PR. Acumula 15 anos de experiência na área criativa, tendo passado pelas principais agências de publicidade do país, como Loducca, FCB, JWT e FischerAmérica. Recebeu os principais prêmios do mundo na área, sendo que no mais importante deles, o Festival de Cannes, já foi 12 vezes finalista e 4 vezes vencedor. Entre os clientes para os quais trabalhou estão: Ford, Unilever, Bayer, Honda, Nestlé, HSBC, Allianz e Coca-Cola.)

  • 23 de junho — Roberto Mallet — Tema: “Ação poética e Poética da ação”
    (Roberto Mallet nasceu em Porto Alegre, RS, em 1957. É ator, professor de teatro e tradutor. Em 1992 fundou em São Paulo o Grupo Tempo, com o qual dirigiu vários espetáculos. É professor de interpretação e improvisação no Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Campinas – UNICAMP desde 2002. Em 2015 criou o projeto online Encontre Sua Própria Voz.)

  • 30 de junho — André Assi Barreto — Tema: “Eric Voegelin e as religiões políticas”
    (André Assi Barreto é graduado e mestre em Filosofia pela USP, professor das redes pública e privada de ensino da cidade de São Paulo, incluindo o Centro Paula Souza. Também atua como tradutor e assessor editorial.)

  • 7 de julho — Alexandre Borges — Tema: “Política, ideologia e imprensa”
    (Alexandre Borges, 45 anos, é carioca, publicitário e diretor do Instituto Liberal. Em 2009, foi comentarista político do programa semanal “Assembléia Geral” na extinta Ideal TV, da Editora Abril. Em 2013, criou uma página no Facebook, na qual escreve sobre política, que hoje é uma das mais populares do país, com mais de 60 mil seguidores e ultrapassando 4 milhões de usuários. Nos dois últimos anos, fechou 2 contratos com a Editora Record: um livro dedicado ao tema da política brasileira do século XX e outro sobre o liberalismo. Seu podcast, o Contexto, com Bruno Garschagen e Felipe Moura Brasil, chegou ao primeiro lugar em “Notícias e Política” na iTunes Store Brasil em todos os episódios.)